quinta-feira, 24 de junho de 2010

Amizade


Mario Quintana dizia que "amizade é um amor que nunca morre". Estive fora uns dias, em viagem com meus amigos pelo Chile. Surfei, dormi, comi, esquiei... Mas o mais incrível de toda a viagem é a camaradagem. Estar com os amigos é tudo de bom. Dormir sem ter hora para acordar, comer sem ter hora pra parar, rir do amigo sem ter medo de incomodar... Pode chover, não dar onda, nevar pouco, até a terra pode tremer... Tudo se transforma quando estamos ao lado dos amigos do peito!
Daniel DeNardi, meu querido amigo, escritor, empresário, mestre da computação e do snowboard, superhiperultra competitivo!
Rafael Kiss, ex-soldado raso, amigaço, parceria para toda hora, maior comprador de coringas da história!
Lucas DeNardi, nanico de fé, parceiro das trips de surfe e da vida no dia a dia. tuberider de plantão, poeta por excelência e xaropinho por essência!

Gracías por los días increíbles!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Chili Wily


No próximo sábado, dia 12 de junho, vou tirar uns dias pra tratar da minha doença... surfar! Pela terceira vez o destino são as águas geladas do Chile. Ao definir o destino, fui para a internet colher informações sobre como andam as estradas e principalmente as praias por lá, haja visto que boa parte da região sul foi devastada pelo terremoto de 8.8 graus e o tsunami que destrui alguns vilarejos praianos.

Tive uma agradável surpresa ao saber que boa parte do país já está em plena recuperação e que o Chile dá exemplo a seus vizinhos sulamericanos de como um país pode se reerguer através da união do seu povo e de políticos que apostam no potencial econômico da sua terra.

Dessa vez meu brother Thomaz (que está na foto) terá que ficar cuidando da escola. Me acompanham mais uma vez nessa viagem, meus amigos e instrutores, Rafael Kiss de São Paulo e os Brother's Nardi, Lucas (meu parceiro de surftrips) e Dani (meu parceiro de snowtrips). E não é que os irmãos andam numa discussão ferrenha se devemos ou não subir as montanhas e pegar o início da temporada de neve? O fato é que a trip é para surfar, mas isso não impede de conhecer novos lugares e quem sabe, descer uma ladeira de neve em Vale Nevado ou outras estações de esqui que existem por lá.

Mas eles é que são irmãos que se entendam. Por mim... Surfar no mar ou na neve, tanto faz. Ainda mais no Chile que o frio é igual na praia ou na montanha.

Go Chile!!!!!!!

Um cão em minha vida


Um dia me disseram que eu teria que dividir minha moradia com um poodle. Na hora pensei: "É ele ou eu!" O mundo seria pequeno demais para nós dois. Na época eu morava com a Nai, fizemos uma reunião e decidimos aceitar o presente de grego. Desde o início, todos falavam que ele era um poodle diferente... Era difícil de acreditar.

Antes disso, ele havia sido de uma família, ficou uns dias na casa dos novos donos e acabou sendo devolvido! Você acredita? Como pode uma pessoa levar um bichinho desses pra casa e devolvê-lo? Por sorte ele voltou para a PetShop.

Voltou, teve cinomose (uma doença féladaputa que quase o matou) mas ele sobreviveu firme como um Highlander peludo. Da vitrine da Pet para nosso apartamento foi um pulo. Já em casa foi amor a primeira vista... Ele levou quase um ano para dar o primeiro latido, na primeira semana já sabia fazer suas necessidades na rua, mas tinha um probleminha... Comia coco! Isso mesmo... comia. O mais engraçado foi o diagnóstico da veterinária... Desvio de Conduta! Pode? Eu vivia com um poodle com "desvio de conduta".

Posso estar enganado mas acho que ele foi o pioneiro das Escolas de Yôga da Rede, trabalha no Método há mais de 6 anos, fidelizando alunos e prospects com sua simpatia. Já entrou numa aula minha de Pré-Yôga e sentou-se em frente à turma... Assim mesmo como na foto. Ouviu um sonoro óóóÓÓÓÓÓóóó contínuo dos alunos e saiu bem faceiro.

Nós brincávamos de esconde-esconde. Eu já coloquei ele dentro da geladeira, no forno do fogão (desligado é óbvio), no armário... E sempre pedia para a Nai pegar alguma coisa no local onde ele estava para ela se assustar. Era engraçado, ele ficava bem quietinho... Sabia que era brincadeira... Ou não, mas nunca reclamou.

Agora ele perdeu todos os dentes, tá o legítimo "Tigre de Bangela", mas mantém seu ímpeto de nanico nervoso e rosna quando alguém se aproxima da sua ração seca e sem gosto, como se alguém quisesse comer aquele troço! Mas por um pão-de-queijo, ele é capaz de dar a pata, girar, ficar em pé, rodopiar e rolar para ganhar nem que seja uma migalha.

Chora quando ouve a palavra "passear". E vai, com qualquer um, pelas ruas do Bom Fim. Todos o conhecem, o chamam pelo nome... Mas a dona? Não... essa ninguém conhece. Só ele.

Seu nome é José Carlos mas atende pelo codinome de Zeca.

Quer conhecer a pecinha? Ramiro Barcelos 1.800... Passa lá!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Amor eterno!


Os anos vão passando e seguimos juntos, lado à lado. Desde um dia em que um anel mágico caiu no meu dedo e me levou até ela...




De lá pra cá, foi com ela que eu aprendi tudo o que sei.
Com ela conheci muita gente importante pra mim.
Com ela encontrei minha vocação de ser instrutor.
Com ela descobri um mundo melhor pra se viver e se estar.
Com ela eu vi o sol nascer e se pôr.
Com ela eu aprendi a gostar de um cão.
Com ela eu vi um novo ideal de vida.
Com ela eu vi pessoas que chegaram, outras que passaram... algumas que se foram.
Com ela eu virei Alberti de coração.
Com ela eu sorri e sofri dos meus amores.

Com ela... Sempre com ela.

Enquanto eu puder respirar...

É ao lado dela que eu quero estar.

Feliz aniversário Naiana da minha vida!

PS: foto do nosso primeiro verão... Uns bons anos atrás...

terça-feira, 1 de junho de 2010

www.EuOdeioEletricista.com


Não há nesse mundo raça mais triste que eletricista! Se você tem um parente eletricista... Sinto muito. Não escolhemos a família que nascemos.

Atire a primeira lâmpada quem nunca ficou esperando o diabo do especialista chegar na hora que combinou com você... Quem nunca ligou para o dito cujo depois de 2 horas de atraso e ouviu o celular dele tocar até morrer... Quem não precisou chamar o condenado para refazer uma cagada que ele mesmo fez e ouvir dele que a culpa é da construção, do arquiteto, do eletricista anterior.

Naquela maletinha preta ele deve carregar pão com mortadela. Sim... por que sempre está faltando o equipamento necessário para resolver a pendência.

Essa gente tem a mania de falar do trabalho dos outros. Sempre a fiação antiga é deficiente, a caixa de luz não é a ideal, a amperagem é insuficiente. Quando na verdade a insuficiência é de neurônio do bendito técnico!

Meu sonho é que no futuro possamos viver num mundo sem manutenção. Um lugar onde as lâmpadas não queimam, os computadores não travam, a internet não cai, o chuveiro não pifa...

Nesse mundo eu trancaria os eletricistas numa jaula escura. E os deixaria à espera de outro eletricista que nunca viria. Mas detalhe: ele estaria sempre por chegar.

Ô Raça!

segunda-feira, 31 de maio de 2010

Viver a vida


"... a gente espera do mundo e o mundo espera de nós..."

Essa frase é de uma música do Lenine. As pessoas, em especial as mais próximas, estão sempre esperando algo de você. Sempre há uma expectativa a ser suprida. Mas ó... Desista. Por mais que você tente, nunca vai conseguir, isso é um saco sem fundo.

Esperar qualquer coisa do outro é o primeiro passo para a frustração. Desse ponto desenvolve-se um surto de tristeza e melancolia. Sem falar no reforço da dependência.

Então o que esperar de um filme? De uma viagem? De uma transa? De uma festa?

Resposta prática: Nada

Se acontecer o que você imaginou... Maravilha! se não aconteceu? Maravilha também! O que fazer? Brigar? Gritar? Chorar? Espernear? Perder um amigo? Terminar uma relação? Largar tudo e fugir?

Se seus amigos devem agir como você quer e seu apêndice conjugal deve estar sempre fazendo seus desejos (e ainda por cima adivinhá-los, como o gênio da lâmpada.) mude agora antes que seja tarde. Por que colocar a felicidade no outro é colocar um limite para ser feliz.

Seja feliz com você mesmo. Seja feliz com o que a vida lhe dá e não com o que você espera dela.

A música segue assim: "... a vida é tão rara... tão rara!"

terça-feira, 25 de maio de 2010

Carros


Já tive carro. Aqui no sul, principalmente em Porto Alegre existe a cultura do carro. Os pais sonham em dar um de presente para os filhos para que eles enfim possam ser livres para transitar na vida.

Na província de Porto Alegre ter carro é um luxo, por que é tudo tão perto que se você for pensar bem, não há necessidade de se ter um. Alguém vai dizer que mora longe do trabalho e que não pode ir de ônibus, que a linha da sua casa é sempre lotada, que o táxi é caro e que a lotação é demorada. Pode ser, não quero convencer ninguém de nada. Só levanto a lebre por que acho que o carro é mais uma questão cultural do que de necessidade. Se Fosse em São Paulo tudo bem, que você leva 3 horas para percorrer de um bairro ao outro. Mas em Porto Alegre? Se você acha que é bom pela comodidade lembre-se das horas que você se estressa no trânsito, se estivesse num táxi estava rindo ao telefone com uma amiga ou lendo, estudando, etc. Sinto muita falta do meu carro quando tenho que ir no supermercado e só! Para o resto, tenho meus inúmeros amigos que tem seu automóvel e que sentem pena de mim e me dão carona para tudo quanto é lado. Você já parou pra pensar quanto custa seu carro? Acompanhe minha descoberta.

Eu pagava R$ 630,00 de financiamento do carro todo mês durante 48 meses. Somando o seguro que girava em torno dos R$ 1.200,00 mais o IPVA que era mais ou menos R$ 750,00... Esses dois custos são anuais e geravam um investimento mensal de R$ 162,00. Coloca aí uns dois tanques de gasolina por mês: R$ 220,00. Fazendo uma média de bom motorista... Uma multinha de R$ 200,00 por ano (Por baixo né?). Estacionamento de R$ 120,00 por mês por que seu prédio não tem garagem e você precisa deixar o carro em um lugar seguro, mesmo pagando o tal do "seguro". Isso daria mais R$ 166,00 por mês. Vamos colocar nessa conta uma manutenção de freios, líquidos, fluidos, pneus, limpeza, que deve gerar um investimento anual de uns R$ 500,00 o que resulta em um custo mensal de R$ 41,00. Já perdeu as contas? Então lá vai o resultado... Hum mil duzentos e dezenove reais de custo mensal para você ir e vir do trabalho e sair com a gatinha vez que outra, ir no supermercado e num show sempre rezando para que nenhum flanelinha chupacabra risque seu patrimônio para aumentar ainda mais essa conta.

Se eu gastasse R$ 50,00 por dia de táxi sairia mais barato do que ter um carro nessas circunstâncias. Além disso, você poderia desfrutar de um bom livro, ouvir sua música no IPod, olhar para a cidade com outros olhos, e não se preocupar em pagar as contas e cuidar do seu "rico patrimônio" (que você pagou 40.000 e só por tocar o asfalto em frente à concessionária já baixou para 38.000).

Não quer buscar a gatinha de táxi? Arranja uma que tenha carro! Afinal é tão cultural que com certeza alguma deve ter.

Claro! Se você teve o privilégio de comprar seu carro sem financiamento, garagem em casa, pai dono de posto de gasolina, tio com lava jato, primo mecânico, avô com estacionamento no centro... Tudo isso é irrelevante.

Faça o seu cálculo. Pare para pensar. Reflita! Deixe de ser boiada e veja qual é a necessidade real das coisas. Seu bolso agradece!

Tô com a Angélica: "Vou de táxi... cêsabe..."

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Voar, voar. Subir, subir.


Fila do check-in com um infeliz enfiando o carrinho no seu calcanhar imaginando que assim chegará mais rápido na sua vez. Fila para o embarque já que os fiscais da Policia Federal estão recolhendo os cortadores de unha e tirando o cinto, a calça e a cueca de algum pobre coitado que foi sorteado no detector de metais. Fila do bar dentro da sala de embarque para comprar um maldito pão de queijo já que cereal em barra às 7h30 não está no seu cardápio.

Troca de portão de embarque e a boiada corre para fazer... Outra fila. Você entra e encontra todo mundo amontoado naquele tubo minhocudo abafado ou congelado esperando para entrar na aeronave.

Enfim você chega ao seu destino... Sua confortável poltrona de corredor. Senta e percebe que ao seu lado um serzinho espaçoso de um metro e noventa e oito quer ler a folha de São Paulo que deve ter um metro de largura! Você percebe o cotovelo dele enfiado no seu pescoço mas ele não. Você chama a atenção com um sorriso maroto mas ele resmunga, puxa um catarro do fundo do seu pulmão de fumante e fica coçando a garganta de cinco em cinco segundos sem perceber que você existe.

Enquanto isso uma senhorinha simpática se apóia na sua poltrona para colocar uma maleta no compartimento. Apóia e solta, apóia e solta, apóia e solta... E não percebe que com isso sacode a sua cabeça igual um pinto ciscador pra frente e pra trás. Você olha e sorri marotamente.

A garçonete de avião passa esbaforida pelo corredor e quase desloca seu ombro que a essa altura já está exposto no corredor devido a sua tentativa de fugir do contato físico com o filhote de chewbacca ao seu lado.

Seus joelhos expremidos na poltrona recebem uma pressão ainda maior pois o pentelhinho da frente teima em descer o encosto antes da hora. Sua mãezinha sem nenhuma autoridade diz pacientemente para que ele retorne a poltrona. A poltrona vai e vem, vai e vem, vai e vem... Você olha e dá um sorriso extra-maroto para o menino já à essa altura querendo fritá-lo em banha quente!

Cansado de sorrir marotamente você coloca o fone no ouvido e finge estar na Primeira Classe da Emirates Airlines ao som de Byafra...

Enfim... paz! Até o desembarque né... Mas isso é outra história.

Voar, voar. Subir, subir...

terça-feira, 11 de maio de 2010

Futebol nosso de cada dia


Gosto de futebol. Fui quase jogador do Grêmio. Acho que sou um jogador frustrado na verdade, talvez por isso eu goste tanto de assistir tudo quando é jogo. Uzbequistão contra Armênia pela Copa da África eu estou lá na frente da televisão assistindo. Minhas ex-posas nunca gostaram desse meu lado bretão. Mas fazer o que... Nada melhor do que ter duas televisões em casa.

Não segui na carreira, saí quando era das categorias de base do Grêmio. Desisti por que tinha que treinar no final de semana, e com quinze anos, no final de semana eu queria mesmo era ir para a praia pegar onda com meus amigos. Então tive que optar. Ou seguia treinando final de semana e tentava a vida de boleiro... Ou... Me tornava o que sou hoje. Provavelmente teria ido bem, jogava direitinho, poderia ter feito uma carreira decente, comprado um carro importado, teria uma Maria-chuteira por semana colada no banco do carona. Certamente seria um jogador esnobe, festeiro, tipo Romário sabe? Ele é meu ídolo no futebol. O rei da pequena área. Mas não fui. Desisti a tempo.

Hoje, me vi sentado na frente da televisão para assistir ao vivo a convocação definitiva para a Copa de 2010. Aí me dei conta do quanto eu gosto de futebol. Sim... Ansiedade para saber quem seriam os 23 comandados do Professor Dunga, às 13hs de uma terça-feira chuvosa... Coisa de fanático né?

Mas não me importo com esse rótulo, até mesmo por que sei que tem gente muito mais fanática por futebol que eu. Sou gremista, mas consciente. Tirando o carrossel de feridas montado pelo Felipão com Jardel e Paulo Nunes de resto, o Grêmio sempre teve time ruim. E é justo nas vezes que ele está mais ruim que ele ganha! Imagina que já fui ver a final da Libertadores no Olímpico lotado com Tuta no ataque tricolor! Tuta? É mole? Isso sim é fanatismo. Tenho vários amigos colorados... Não tenho nada contra, nem a favor, cada um com os seus defeitos. Já tenho os meus.

Pois é justamente no colorado Dunga que eu coloco minhas fichas. Convocou a seleção com média de idade mais velha da história dos selecionados brasileiros. A maioria é reserva nos times atuais. Mas foram os caras que levantaram a seleção depois do fiasco de 2006. Aquele time de estrelas que estava mais focado em bater todos os recordes individuais e se esqueceram que futebol é esporte coletivo. E se o gaúcho Dunga aposta nos caras, meu bairrismo vai no embalo e eu aposto também!

Para isso, baixei uma tabela dos jogos da Copa em Excel de um site, que é só preencher os resultados e ele calcula tudo! Ganhei da Marcinha o álbum da Copa e estou depois de 25 anos colecionando figurinhas de marmanjos suados. Comprei para escola uma 37 polegadas e assinei a TV a cabo para assistir todos os jogos da Copa que eu puder sem sair do trabalho. Adquiri minha camiseta nova do Brasil e já preparei a bandeira para pendurar na janela.

Anota aí: 15 de junho, terça-feira, às 15h30 o Selecionado Canarinho estréia contra os comunistas da Coréia do Norte em Johanesburgo. Se quiser, venha assistir aqui na escola...

Mas tem que gostar mesmo de futebol.

PS: Mulher perguntando o que é impedimento durante o jogo não vale. Pelo amor de Deus!

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Mãe é mãe


Minha mãe se chama Sandra. Dizem que foi uma homenagem do meu pai na saída do hospital colocar meu nome de Sandro. Eu era pra ser Marcos. Márcio, Marcelo e Marcos. Cafona né? Aí meu pai num ímpeto amoroso ofereceu à sua digníssima esposa o nome do seu filho caçula. Lindo né? Na verdade, nunca perguntei se essa história é verídica.

Domingo é dia da Sandra, da Jussara, da Flávia, da Cláudia, da Fulana e da Beltrana... Qualquer uma que um dia embarrigou e deu a luz! Ou então, teve a benevolência de adotar um filhotinho de outrem.

Dizem que mãe só tem uma. Se for assim ela é minha! Sempre vivi com minha mãe, desde guri quando meu pai saiu de casa, eu tinha 15 para 16 anos. Meus irmãos foram um para cada lado e eu fiquei com a Dona Sandra. Minha parceira inseparável de longas conversas ao pé da varanda nas manhãs ensolaradas da nossa mansão na zona sul.

Eu sei que falar de mãe é chover no molhado, cada um ama a mãe que tem e a que não tem... Uns odeiam, outros desgostam, mas mãe é mãe e quando chega nessa época, por mais comercial que seja a data, acho justíssimo homenagear essa figura que é capaz de cometer loucuras por nós.

Capaz de se juntar com um matungo qualquer que lhe promete amor eterno, procria um, dois, três, quatro... Engorda 20KG, carrega uma melância na barriga por 9 longos meses, recebe jatos e mais jatos de hormônios que devem fazer a cuca dela (que já não é muito boa) fritar. E depois disso tudo meu filho, ainda desfrutar da famosa "dor do parto"! Minha pedra no rim é café pequeno.

Nasce o serzinho e começa a via crucis. "Até que a morte nos separe" deveria ser dito na hora do nascimento e não no casamento. Acho que esse texto foi plagiado em algum momento da história. Seja ele bonzinho ou um delinqüente, lá está a mãe venerando sua prole.

Hoje já não moro mais com minha mãe, vejo ela menos do que gostaria, o que mais eu sinto falta é das conversas que tínhamos. Na cozinha minha mãe sempre foi uma aberração, esforçada, mas ruim de fogão. Um dia ela foi a mãe de todos lá na escola. Trabalhou ao meu lado e nos divertimos muito. Tive o prazer de ministrar uma prática de SwáSthya para ela. Minha mãe é boazinha sabe? Gosta de todo mundo, chora vendo reportagem de bicho em extinção, vive para a família, cuida menos de si do que gostaria que eu sei, está há 20 anos para começar a caminhar e emagrecer de vez pra voltar a ter o corpinho de uns dias, sonha com um mundo melhor, admira minha profissão, é apaixonada pelo Bruce Springsteen sem nunca tê-lo visto mais gordo, come pouco, e gosta mesmo é de um leite quente com bono de chocolate no meio da tarde... Tem carteira de habilitação e nunca dirigiu (e os filhos colocam todos os pontos na carteira dela). Conta com um brilho nos olhos de uma viagem que fez à Roma e seus olhos só brilham mais quando fala dos netos que chegaram pra preencher ainda mais sua vida atribulada. Se arrepende de não ter estudado mais e de ter sido alguém na vida. Pobrezinha... Mal sabe ela que é mais gente que muitos! Que caráter e índole, diploma nenhum compra.

Domingo eu vou lá, dar aquele beijinho de filho pródigo e querido, ela vai dizer que eu sou o preferido, eu vou acreditar, ela vai me contar uns causos da vida, eu outros... E depois ela vai querer que eu vá embora por que ela sempre acha que tá incomodando. Vai me dar um abraço carinhoso, vai dizer que me ama muito e depois me xingar dizendo que eu estou muito longe de todos. Resquício da "Polaquês" da família!

Essa é minha mãe!

Dona Sandra do meu coração.

segunda-feira, 3 de maio de 2010


Fiquei com crédito no Walmart. Vou desistir dessa birósca de celular, continuar mais uns dias com meu Aifone atual e decidi comprar uma máquina de fazer pão! Sim... A chamada Panificadora. Agora minha casa vai virar uma padaria. Sou movido a pão e assim seguirei aprimorando a cada dia o tipo, a cor e o sabor do pão que estará na minha mesa. Por isso convoco todos os amantes do pão com manteiga derretida a frequentar a minha humilde casa para saborear essa maravilha tão utilizada por Jesus e seus apóstolos. O Pão nosso de cada dia! Minha casa vai virar a Santa Ceia, só vamos trocar o vinho pelo suco de uva branca.

Dizem os historiadores que o pão surgiu na Mesopotâmia, onde hoje está o situado o Iraque. As primeiras padarias nasceram em Jerusalém. Mas o pão se desenvolveu mesmo no Egito, onde os "caras de perfil" descobriram a tal fermentação e o pão ficou assim como vemos hoje. Há 6.000 a.C. os pobres egípcios moíam o trigo com uma pedra e acrescentavam água para fazer a massa! Imagina! Trabalheira dos diabos... Com a minha panificadora será assim: Basta jogar todos os ingredientes dentro da maquineta, programar a hora que você quer que fique pronto e... chan chan chan chan! Pão preto, pão branco, cuca, bolo... Tudo que vai farinha sai com formato de felicidade. É um sonho minha gente!

Nada mais de fila no supermercado, pão embolorado no armário, prazo de validade. Sem falar naquele constrangimento de ter que pedir 5 "cacetinhos" na padaria. Não sei quem foi o condenado que colocou o nome do pão francês de "cacetinho" aqui no sul. Pior que o cara que colocou esse nome no pão é a perpetuação dessa barbaridade tchê!

E não me venha com pastas, e maioneses, e outras melecas diferentes para passar no pão! Aqui é só manteiga aviação sem sal por causa da hipertensão. Vamos comer pão com manteiga sem sal e fazer sexo 5x/semana como orienta o nosso ministro da saúde. Tudo para evitar a pressão alta.

Se você mora sozinho, compre uma, se você mora com a Mãe, aproveite o dia das mães e dê um presente de grego pra ela, se você for egípcio, siga sua tradição e morra de inveja!

Aleluia irmão... Viva o pão!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

Papo de vendedor


Ave Maria... Parece uma sina, ontem recebi um aviso por e-mail e depois uma ligação da atendente do Walmart dizendo que meu novo celular havia sido extraviado pela transportadora e que ela "estaria me enviando" um vale no valor no produto para que eu pudesse "estar escolhendo" outro aparelho do mesmo valor. Acho que é um sinal para que eu não abandone meu super celular...

Sempre comprei pela internet, é fácil, rápido, mais barato e não tem o chato do vendedor te empurrando coisas ou dizendo que você fez uma ótima escolha. Não tem ninguém, é você, as opções, os preços, as condições e pronto!

Uma vez fui com o Lucas numa loja de roupas aqui em Porto Alegre, quem conhece o Lucas sabe que ele fica igual uma criança de 8 anos dentro de uma loja, não deixa o vendedor respirar e pergunta o preço de tudo (até da roupa do vendedor se for o caso). E numa dessas lojas, o tal vendedor elogiava tudo o que o Lucas experimentava, poderia ser a peça mais fuleira da loja, sempre vinha ele com aquele papo: "Noooossa ficou perfeito!" Num dado momento perguntamos para o cara: "Ah meu, as você diz que tudo tá bom! Vai dizer que você gosta de tudo da loja... Esse suéter aqui... Você gosta?" E apontamos para o suéter mais brega que tinha por perto. O cara titubeou e disse em tom baixo: "É... esse aí não muito!" Foi incrível ver a cara do vendedor, olhando para os lados e falando em voz baixa, se encolhendo todo para não ser visto pelos colegas enquanto eu e o Lucas "rachávamos o bico" de tanto rir.

No final da compra nós íamos saindo da loja e eu disse: "Lucas, o sapato que tu comprou... Todos os vendedores estão usando o mesmo!" Ele disse: "Nada à ver meeeeeeeeeu!"

O fato é que depois daquilo foram poucas as vezes que vi ele usar o tal sapato de vendedor da Makenji! Sempre que ele usava eu olhava para ele e ele já sabia o que eu estava pensando só na forma do olhar... Ríamos em silêncio. "Ahãã... Sapatinho do vendedor da Makenji..."

Se ele tivesse comprado pela internet isso jamais teria acontecido!

terça-feira, 27 de abril de 2010

O melhor presente



Falo com a Euge quase todos os dias. Já faz 2 meses que ela foi para Buenos Aires e todos pensam que nossa relação terminou. Diferente do que acontece na novela das oito, seguimos amigos queridos, compartilhando nossas vidas, porém agora de outra maneira. Mas o amor e o carinho seguem. As coisas não terminam... Elas se transformam!

E para provar que isso é verdade, a Euge me deu o maior presente que eu poderia ganhar nesse momento. Ela me deu a gata que era dela e estava sobre minha custódia. Eu nem tenho palavras para descrever aqui nesse blog a felicidade que eu fiquei. Para mim, a Cléo é um pedaço da história de amor mais bonita que eu vivi. E permanecendo ao meu lado, é como se eu pudesse manter essa história ainda viva dentro de mim.

Eu sei o que essa gata significa para a Euge e por isso a atitude dela me fez chorar feito um bezerro desmamado. Para amenizar a saudade, ela tratou de adotar um companheiro também. O seu nome é Leóno! Do que eu sei, é que se trata de um gato de rua, calmo, quieto, peludo e amoroso. Não tenho dúvida que vai alegrar os dias Portenhos tanto quanto a Cléo alegra os gaudérios.

Parece bobagem e até estupidez. Colocar a felicidade num bichano peludo que vive pra comer, dormir e esperar você chegar para ganhar uns carinhos e depois ir... Mas enfim, se isso é bobagem pode me chamar de Bobo da Corte!

Por que eu estou rindo à toa... Pela gata, pelo ato da Euge, pela vida que eu tenho! Sempre cercada de momentos especiais.

Eu sou mesmo um cara de sorte.

sábado, 24 de abril de 2010

Music Mr. Dj


Mais um dia de acordar cedo, em pleno sábado, lá vou eu às 7h30 da matina para a parada de ônibus. Tenho que estar às 8h na Federação para ser banca das avaliações de futuros instrutores. Como vi que o dia estava meio cinzento, coloquei meu Ipod shuffle na orelha para descontrair um pouco o clima de velório de um coletivo nessa hora.

O shuffle é uma verdadeira revolução tecnológica, você pode usufruir de todo o seu ecletismo em uma viagem de 10 minutos. Fui de Madonna, a Jorge Ben, passando por Caetano e encerrando com Jhon Swift!

Ouvindo as músicas me distraí, e percebi como um fundo musical pode tornar as coisas mais interessantes.

Gosto de música, não sou fanático como meus amigos Cadu e Joaquim que desencavam umas bandas e uns músicos incríveis não sei de onde.

Lembro que comecei ouvindo Reggae, ouvia muito... Meu primeiro cassete era do Bob Marley e Peter Tosh e umas músicas do Alpha Blondy e UB40. Até Buch Helemano, Big Mountain e Papa Winnie eu ouvi. Acho que tomei um fartão de Reggae que hoje só consigo escutar Bob.

Do Reggae fui para o RAP sob a influência de meus irmão mais velhos. Doctor Dre, Snoopy Dog, Tupac, etc. Ouvi até Charme. que segundo meu irmão era um RAP mais melódico. Achava meio gay, mas ouvia né.

Meus irmãos influenciaram muito meu (mal) gosto musical. Me faziam ouvir Kid Abelha, Camisa de Vênus, Legião Urbana (eca). Me fizeram até gostar de Surf Music. Bandas como, Gang Gajang, Australian Crawl, House Martins, Midnight Oil, embalaram minhas viagens pela Free Way, no Gol GT turbinado do meu amigo Juninho até o nosso majestoso litoral gaúcho.

Por sorte, um dia conheci a Naiana. Ela sim, me introduziu na Bossa Nova, no Jazz, no Blues, no verdadeiro Rock dos Beatles e Rolling Stones e na multifacetária MPB. Lembro de passar horas em frente a coleção de Cds da minha sogrinha predileta (Cleyde, mãe da Nai) imaginando como eu faria pra ouvir tudo aquilo. Com o surgimento do gravador de Cd, enfim pude ter parte daquela coleção no case do meu voyage 2 portas!

Hoje eu ouço de tudo. Não tenho pré-conceito com música. Se rolar um Axé eu sacudo a perna, se for um Funk eu ignoro o ritmo e olho as meninas descendo até o chão, se for sertanejo eu me deixo levar pela a cafonice e a dor de cotovelo, se for eletrônico eu balanço o dedinho indicador... Claro, não ter preconceito não significa que eu vou ter Bruno e Marroni no meu Ipod, mas o que tocar eu tento desfutar, mesmo sabendo que será apenas por algum tempo.

Atualmente o que mais toca no meu Ipod é Carla Bruni, o álbum Transa do Caetano, a trilha sonora de um filme de surfe chamado Shelter, Madonna para animar e João Gilberto para desacelerar.

As fitas cassete já não existem mais, os Cds estão todos descascados e agora é o meu HD externo que vai sendo alimentado por onde eu vou com tudo o que couber nele.

Inclusive, se você tiver alguma indicação para mim... Me avisa que eu levo o HD até você.

Por que só com música uma viagem de ônibus num sábado cinzento fica interessante!



quinta-feira, 22 de abril de 2010

E quem não tem?


Acabo de ser diagnosticado por mim mesmo. Tenho TOC. Sim, tenho. Ué! Tenho... Fazer o que? Reconheço, assumo e compartilho meu transtorno com a humanidade. Mas é coisa pouca, bobagem. Algumas vezes antes mesmo de sair da cama já coloco o travesseiro no lugar. Pulo da cama arrumando o lençol. Cato o celular na mão direita, e uns pelos da gata na esquerda, alinho paralelamente os controles remotos, etc. Só isso. Mas quem não tem uma maniazinha? Meu TOC é variável, às vezes deixo a cama bagunçada. Talvez seja resquício da juventude transviada e rebelde. Eu sempre dizia que cama tem que ficar desarrumada por que no final das contas ela vai se desarrumar mesmo. Mas tem dias que arrumo. E quarta arrumei em pleno feriado, a cama, a sala, a cozinha, a sala de jogos (sim... Meu apto. tem sala de jogos, onde eu jogo tudo e fecho a porta pra não ver), os banheiros, os quartos, etc. A pobre da Cléo ficou louca, miava sem parar como se dissesse: "Pára meu! relaxa, é feriado!" Mas minha Compulsão com "C" maiúsculo não me permitia. Quando me dei conta, já era hora de ir pra escola, inventei de dar aula no feriado, é mole? Para fazer os alunos felizes e também para não passar o dia inteiro arrumando a casa. Não muda muito, chego na escola e o TOC me persegue. Já entro olhando, a placa encostada na parede, a cortina desalinhada, semi-aberta e não totalmente aberta, as canetas fora do lugar, o jornal sobre o sofá, os livros desarrumados, os copos de plástico acabando, o lixo meio cheio... Ahhhhhhhhhhhh! Vinte e cinco segundos na escola e meu TOC masturbando meus pensamentos.
Mas sabe, eu não sofro! Quem sofre mesmo é minha equipe (esses sofrem de verdade).
Pensei em buscar ajuda psiquiátrica!
Só pensei.