quarta-feira, 2 de março de 2011

Beba sem moderação!


Lá vem o carnaval... hora de contar quantas pessoas vão morrer no trânsito, quantos amores serão desfeitos, quantos fígados estraçalhados e quanto os bicheiros do Rio vão faturar! Em Salvador? Quanto de urina vai correr pelas ruas e quantas bocas o mulherengo de Minas Gerais vai beijar por noite... Sem falar do hit que irá surgir... provavelmente monossilábico e com um ritmozinho hipnotizante protagonizado por uma bandinha bem meia boca com uma bunduda do lado esquerdo e uma peituda do outro. Ê Brasilzão! Samba raiz? Já era Noel.

Eu já bebi... E muito, quando era moleque. Pelo mesmo motivo que todos os moleques bebem. Ficar soltinho pra azarar ou curtir alguma coisa. Ninguém vai me dizer que gosta de Tequila, Vodka, Whisky, Undenberg... pelo gosto que tem. E se fosse... Não encheria o pandulho de sorvete até vomitar só por que ele tem gosto bom. Parei de beber muito antes de fazer Yôga, meu descaso com esse tipo de isotônico comportamental não vem da minha filosofia de vida, vem de um dia que meu fígado quase saiu pelo rabo e me fez encontrar a dita cuja com a foice na mão me chamando pros planos magnânimos!

99% das pessoas usam o álcool como escape pra ser quem não conseguem ser in natura! Paciência, o que fazer? O pai acha engraçadinho molhar o bico do filhinho de 4 aninhos na cerveja quando está rodeado de amigos. Não existe reunião de família sem um tipo de álcool por perto. As casas tem bar! O brinde é feito com a droga! Cultural né? Vai ser assim pra sempre.

No domingo, sempre vai ter um bando de tios e tias enchendo o rabo de cerveja e falando alto sem saber quem está falando com quem naquela confusão! E sempr algum vai se alterar e gerar um climinha de indisposição. E depois, todos dirão pelas costas... "Ah! O Fulano não pode beber." E na festinha o namoradinho vai se tornar o Vitor Belford quando um cara qualquer trombar com a "sua" mulher no salão. Enquanto do outro lado da festa uma ceninha de ciúme típica de casalzinho bêbado se desenrola normalmente com as amiguinhas igualmente alteradas dando força pra coleguinha socar o safado e beijar o seu melhor amigo.

Com certeza tem gente que sabe saborear um vinho, champagne, cerveja ou outro destilado que for... Mas esse é minoria. É gente educada que sabe que se beber demais perde as estribeiras por que aquilo ali é alucinógeno. E tem bom senso suficiente para entender o aviso hipócrita: beba com moderação!

Uns matam, outros se matam e o álcool segue como droga lícita mais disponível no mercadinho da esquina.

Não faço apologia contra o consumo e nem deixo de ser amigo de quem bebe. Cada um sabe o que é bom pra si e pronto! Eu só chamo a atenção para que as pessoas saibam a razão de estar tomando aquele líquido! Qual a finalidade de se alterar e nem lembrar do que fez no dia anterior. E não adianta dizer que sabe... Acompanhe o desenrolar de uma festa de casamento ou formatura sóbrio. Surpreendente!

Por que as pessoas não se encontram para celebrar a amizade, a alegria de se estar junto, de curtir uma boa música, numa ótima companhia... Não, elas se encontram num bar, pra encher a cara e dizer coisas que não diriam se estivessem em sã consciência.

Coisa mais careta. Seja você mesmo! Se for pra alterar a consciência... Que seja pra mais!

Sorte de quem nunca bebeu. Minhas considerações a esses extra-terrestres.

Tin tin!

terça-feira, 25 de janeiro de 2011


Em 1984 o "nerdboy" Steve Jobs lançava a birósca do Macintosh! 27 anos depois a gente se delicia com essa vida cibernética. Iphone, Ipod, Ipad... Ai tudo!

MSN, Facebook, Blog, site, google, Twitter, tudo isso online 24h/dia. Que vida aborrecida levavam meu avós né? Tinham que mandar uma cartinha escrita à mão e torcer pra ela chegar no destino intacta! Eca! A vá... não me vem com essa nostalgia de que era mais pessoal e tal!

Outro dia fui fazer minha revalidação para Instrutor e quase fiquei com tendinite no ombro de tanto escrever. Deveriam pensar em prova online. Teclado é o canal! Esse negócio de esferográfica que borra tudo, que sai uma letra horrível, que faz a gente escrever em ladeira quando não se tem linha! Anos de caligrafia pra nada! Ô tempo perdido... Podia ter feito um cursinho de uôrdi!

Tudo bem que essa coisa de informação à jato vai gerar uma série de distúrbios na nossa geração né? Coluna em "S"do Senna, visão nada além do alcance do Thundercat Lion... Isso falando só da desgraça física gerada por horas na frente do computador. Se eu for citar toda a bagunça sociopática... Meu Deus... Esse post vai pra um milhão de caracteres.

Mas que se dane... A vida moderna é um barato! Cada um que se cure depois...

Congratulaciones Steve.

Felicitaciones Macintosha!

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Pêlos... pelos ouvidos!


Eu era pequenito... Cabeçudo ainda, e já via meu pai catando sujeira no chão da nossa casa. Mesmo cabeçudo, eu já tinha um pouco de discernimento pra julgar aquela atitude como um tanto quanto paranóica.

Anos mais tarde, a cabeça já no tamanho normal, me vejo de quatro pelo chão do apartamento catando pêlo da minha gata. Ninguém me disse que gato perdia pêlo 12 vezes por ano!

Esses dias, quentes de verão Portalegrense, saí pelado e molhado do banho... Pra arejar sabe? Deixar vento bater na alma! Pois então, sentei no sofá e meio que dei uma roncadinha de leve. Quando me levantei estava um misto de Tony Ramos e Chewbacca! Pêlo grudado por todo o corpo!

E quando cheguei de viagem que dava pra fazer um gato novo só com os pêlos que catei no olho! Imagina depois que vassourei o ambiente. Roupa preta? Nem pensar... Vai fazer um mimo na gata pra você ver... Sai com a mão mais peluda que adolescente!

Lembrei do gato do Dr. Evil do Austin Power? Aquele sim, um gato pelado! Maravilha né?

É feio que é um raio, mas evita essa situação toda.

Vou depilar a Cléo! Será que se depila gato?

Se não der... O próximo vai ser pelado.

Isso...


sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Ações desajustadas!


Tem coisas que a gente faz meio que sem saber por que faz, mas faz né! Já faz quase um ano que minha ex se foi, mas deixou umas coisas na nossa casa. E no meio da bagunça encontrei um pó chamado: Doura pelos! Ahhh vou guardar esse troço aqui... Um dia vai servir pra alguma coisa.

Na última viagem, inventei de passar a birósca no cabelo. Tava lá de bobeira, falta do que fazer sabe? Bom... Num primeiro momento, eu pensei que estava tudo acabado, que minha vida perderia o sentido, mas, passado o desespero inicial fui racionalizando e pensei: É só raspar a cabeça! Claro que não julguei o fato de me tornar o homem-nariz, já que naquele momento eu era a personificação do Tiririca! Mas enfim... era uma saída! Cabeça laranja-cajú, eu em Noronha! Menos mal né... Por que é praia... Sei lá! Na real queria me convencer de que tava tudo normal! Mas quando eu me olhava no espelho percebia a realidade nua e crua. Mas nem precisava me olhar por que o Lucas fazia questão de me lembrar de cinco em cinco minutos, que minha cabeça brilhava mais que sinalizador de torcida da Holanda.

Que se f. aíííí! Fui no único cabeleireiro de Noronha que encontrei aberto! Chego lá e digo: Raspa! E a bixa... "Não raspo essa cabeça nem que tu me pague o dooooobro galego!" Eu pergunto: Quanto é? Déis real... Responde ela! Então eu pago 5x! Ela disse: Descoloriu né? Vai ficar lindo galego, dois dias de sol e vai ficar da cor da tua sobrancelha!

Pô! Eu tava diante de um especialista né? Tive que confiar... "Vamo dá uma baixadinha..." Disse ela (ou ele).

Sentei, orei, pedi a Deus, e lá vem a tesoura da bixa! Sem fio! Não cortava! Ai ai ai... Pensei: Que merda é essa!

Como meu santo é forte, e a bixa era realmente uma especialista... em cabelo ruim. Deu um jeito que ficou menos ruim. Passou de trágico a engraçado! Pronto... Já podia enfim me reconhecer no espelho.

Todo mundo me perguntava que foi que tinha acontecido com meu cabelo! E eu dizia... Nada! É sol. Ahhhhh... Respondiam desconfiados!

Só minha mãe quando me viu disse: Que lindo filho!

Mãe é mãe né? Ô maravilha...

Até que enfim minha autoestima voltou ao normal!

Mas os meus cabelossssssss...

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

As mulheres da minha vida


Hoje é a primeira segunda-feira do primeiro ano da segunda década do segundo milênio! E cá estou rodeado de meninas... Por sorte! Sempre sonhei quando era Alemzãozinho do Hermann ter amigas, na infância, as meninas não faziam muito parte da minha vida. Hoje, tenho amigas que são do coração... Meninas queridas que fizeram e fazem parte da minha vida de uma maneira muito legal. Aqui estou com a Pati (Damé), minha nutricionista, Aninha (Bom-bom), minha colega amada de trabalho há anos, Marcinha (Villarinho), minha paixão do coração e amiga de sangue, Nai (Alberti), meu amor eterno! Vejo elas felizes como nunca, juntas, brincando como crianças, rindo à toa e colecionando memórias de um ano novo lindo que passaram juntas. Comemos uma "pasta ao sugo" feita pela Nai, enquanto escuto King of Convenience no meu computador, elas se amontoam para separar fotos da viagem, comentando uma à uma como se pudessem viver outra vez aqueles momentos incríveis que passaram juntas, entre gritos e sorrisos... Eu, no sofá escrevo essas palavras, pra deixar marcado na história da minha vida o privilégio que tenho de tê-las como amigas ao meu lado para todo e sempre!

Cara de sorte esse... Posso estar num encontro de meninas e me sentir feliz por elas!

My life! É assim...

Começando o ano como eu gosto... Ao lado de pessoas que eu amo!

Feliz 2011 para as mulheres da minha vida... Essas que citei e todas as outras que aqui não estão!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Origens paternas!

Meu pai (Seu Kazimierz, nascido na Alemanha, mas brasileiro de carteirinha) é um cara batuta, trabalhador do cacete! Começou do zero, veio no colo da minha vovózinha (Dona Nina, Ucrâniana do inetrior) desde a Alemanha do pós-guerra, quase morreu no navio que os trouxe da miséria da segunda guerra até o Brasil. Minha avó chorava todos os dias da viagem, achava que meu avô (Seu Marian, Polako ferrenho e turrão) teria feito a escolha errada em vir para o Brasil. Queria ela ir para a América! Achava que aqui só havia macacos, mato e frutas (como ela mesmo diz).

Ela nunca havia visto um negro na vida, já tinha mais de vinte anos e durante a viagem saía para o convés do navio para tomar um ar e encontrava umas pessoas de cor... Pensava ela: "pobres homens esses, sujos de carvão das caldeiras do navio!" Só mais tarde percebeu que eles tinham a pele escura por natureza!

Nesse contexto, o trio desembarcou no Rio de Janeiro para tentar ser alguém na vida, sem lenço e sem documento... literalmente. Para ajudar, o caminhão do exército que levava meu pai e minha avó do Porto até a Estação de trem sofreu um acidente, (os homens haviam sido separados das mulheres) minha vózinha no ímpeto de proteger a prole voou na parte de trás do caminhão com meu pai no colo e abriu uma "brecha" na cabeça. Hospital e dor, sem falar uma palavra de português e com receio de estar num lugar estranho. Nessas horas meu avô chegara na estação sem saber de nada.

Por sorte, um médico falava alemão e ela pode explicar que estava a caminho da estação para encontrar-se com o velho Marian para seguir sua viagem rumo ao desconhecido.

Três semanas de trem até o destino... Porto Alegre! Alojados num barracão nos altos da Beira-Rio... ali onde hoje existe aquele condomínio horizontal em frente ao estádio do Inter, começariam sua vida por conta própria. O governo fornecia um pouco de comida e roupa... e tentava encaminhar alguns para o trabalho.

Meu avô começou numa fábrica, minha avó costurava e lavava "para fora" e recebia auxílio das freiras de uma Congregação que ajudavam os refugiados do pós-guerra! Dona Nina sempre foi hiper católica e creio que aquilo fez sua fé no Divino tornar-se algo pra vida toda.

Com o tempo, compraram um terreno na zona sul, que naquela época era um mato só. Do terreno, veio a casinha de madeira onde enfim foram morar... Sem portas, nem janelas, nem móveis, nem nada! Lembro da minha avó falando da casa com lágrimas nos olhos, descrevendo a alegria de ter seu lar... Mesmo que fosse um lar inacabado. Naquele momento eles poderiam dormir debaixo do seu próprio teto e seguir sua vida. Continuaram em seus trabalhos árduos, contando o dinheirinho para comprar um fogão, uma geladeira, uma cama e assim por diante. Minha avó plantava na horta criada nos fundos da casa (já que trabalhara muito na roça durante sua infância e seguia este serviço para os alemães durante a guerra como prisioneira, de sol a sol).

Isso é só uma pequena parte de uma vida inteira. Quem conhece minha vózinha nem acredita que ela passou por uma guerra, que ficou no cárcere, que perdeu amores, amigos e familiares. Que foi arrancada do seu lar para servir ao terceiro Reich. Que trabalhou como prisioneira sem perspectiva nenhuma. Apenas na ânsia de chegar ao fim... viva!

Hoje, meu avô já partiu para os planos invisíveis, ele sempre foi meio quietão, não tive muito contato com ele, gostaria muito que ele estivesse vivo até hoje para conversar e sentir sua história como faço com minha avó. Até hoje, quando entro na casa o vejo sentado na cozinha, com o radinho de pilhas no máximo do volume. Gremista fanático, gostava de jogar um carteado com os vizinhos, fumava pelos cotovelos e cruzava as longas pernas para apoiar os braços na coxa arqueando o tronco pra frente para se aproximar do aparelho.

Dona Nina vive na mesma casinha... cuida dela com o mesmo carinho. Vai a missa todo o domingo... Mora sozinha, cuida das suas plantinhas, chora toda vez que vê os netos e particularmente comigo, relembra sempre seus dias de guerra, de sofrimento, de tristeza e ao mesmo tempo de alegria de simplesmente ter uma vida e uma história pra contar. Já que dentro dela... tem a plena consciência de que muitos de seus amigos não tiveram a mesma sorte!

Sempre que eu penso que minha vida é difícil, que as coisas não estão bem, lembro da minha avó sentada na cozinha de sua casa, com avental sujo de farinha, suada do calor das panelinhas de metal tão antigas quanto a marca dos anos em seu rosto doce e angelical... cozinhando pra nós e sorrindo... feliz... sempre feliz... ela é pra mim, a imagem da felicidade plena e pura!

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Enough Paul!


E já ia me esquecendo... Nesse meio tempo tomei um fartão de Paul. Eu sei, o pobre Sir Paul, ex-beatle, não tem culpa. A culpa é da mídia, que consegue entupir os olhos, antolhos e ouvidos do cidadão com notícia repetida e previsiva. E por mais que você queira fugir, é difícil escapar da lavagem. É capa de Zero Hora, anúncio no jornal, na TV, RBSCop sobrevoando o Beira Rio para mostrar as filas de fãs pobres coitados tendo que morar numa barraca pra conseguir um ingresso. Entrevista com o ex-porteiro de Paul, Fernanda Zaffari indo até Londres para mostrar a casa do dito cujo, gente dormindo 12 dias na fila, gritos histéricos de fãs pelancudos realizando seu sonho... Cristina Ranzolin fingindo gostar muito de Beatles para fazer valer o investimento que a RBS fez em trazer esse grande evento para nossa cidade. Ok! Ponto positivo... Nunca acontece nada de grandioso pras bandas de cá. Foi legal! Mas meu... O Jéca Camargo indo a Buenos Aires para bancar o amigão do Popstar é demais né?

Eu sei... o Paul é o Paul. Sua música influenciou muitos e mudou o mundo.

Mas deu né? Já veio e já foi. Tá, Cristina? Ok, Jéca?

Enough!

Tudo igual... Normal


Fiquei fora por um tempo... Sem muita coisa acontecendo na minha vida... Logo, não consigo transpor nada para o blog. Fazer o que? Mas fui achincalhado, estrebuchado, xingado e maltratado pelos amigos... Aí resolvi voltar antes que meus companheiros fossem as vias de fato com minha pessoa.

Desde o último post, poucas coisas aconteceram. Meu Mac já não está mais tão branquinho. Meus cabelos cresceram como nunca... Minhas unhas também! Mas tratei de roer e manter o padrão. Minha coluna voltou a gritar. Sigo fazendo exercícios não regulares na piscina do clube. Uma espécie de natação sem esforço. Tomei sol e regulei minha alimentação com a Nutricionista do meu coração Patríca Damé. No âmbito residencial, coloquei as redes de proteção e devolvi a liberdade de banho solar para minha gatinha. Minha super mãe me visita uma vez por semana para cuidar da minha casinha com aquele carinho especial... Com isso, posso deixar tudo na baderna até ela chegar. Sim! Ela gosta de arrumar. Gosta não... Ama! E quanto mais bagunçado, mais feliz ela fica. Mãezona né? Na esfera profissional as coisas vão super bem... na melhor fase da vida. escola andando sozinha... e Pasmem! Faz dois meses que não faço uma reunião de equipe! Uhúúúú! Isso é incrível. Nada de diretorias, nada de reuniões, nada de nada! Só alegria... Basta! O resultado é que a escola cresce a cada dia. Com uma turma muito legal que valoriza muito o nosso trabalho.

Fui a shows, festas, viajei, comi, bebi e dormi... como sempre. A vida segue no rumo que deve seguir... sempre em frente! Nessa altura do campeonato já estou mais pra lá do que pra cá... desligando pouco a pouco de tudo e contando os dias para as férias de verão! Festas de fim de ano... e minha viagem para Noronha com meus brothers Lucas e Brust!

É isso... viu? Nada de interessante... nada de nada!

A vida segue assim... exatamente como ela é.

E eu sigo normal!

terça-feira, 26 de outubro de 2010

Novo amor


"...Demorei muito pra te encontrar... agora eu quero só vocêêê... Teu jeito todo especial de seeeer, eu fico louco com vocêêê..."
Fábio Jr.
Já ouvi história terríveis sobre o dito cujo. Dizem que é difícil, que os arquivos não são compatíveis com os da maioria, que é complicado de mexer... Bobagem! É uma maravilha! Meu irmão e meu pai são representantes dos computadores da Positivo, vendem para os Estados de SC, PR e RS. Ainda bem que parente não lê blog da família! Windows é uma verdadeira m.

Meu Mac branquinho de alma angelical conquistou meu coração!

Sandro está em um relacionamento sério com seu Mac.

Mac love!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Feliz... Ser ou estar?


Sempre tive uma invejinha branca da vida que caras como Kelly Slater levam. Eu comecei a surfar com 11 anos, lá se vão 24 anos de esporte. Morando em Porto Alegre, sempre foi difícil aceitar o fato de se estar longe do mar.

Levei alguns anos para superar isso, no início ficava mal humorado se tinha que ficar na cidade no final de semana. Nos tempos de faculdade, tive um ano que cheguei a ir TODOS os finais de semana para a praia... Sem faltar nenhum!

Já tive vários amigos que largaram tudo e se enfiaram numa cidade com praia para poder saciar a vontade de surfar e estar perto do mar.

Mas depois de ler o livro For the love, que é uma semi-autobiografia do epta campeão mundial de surfe Kelly Slater, vi que não existe felicidade suprema. Na real, estamos todos limitados aos nossos desejos e esses desejos são intermináveis. Eu até arriscaria dizer que o ser humano é um ser insatisfeito por natureza.

Imagina só que loucura para eu entender isso... O cara é (bem) pago para surfar as melhores ondas do mundo, estar nas melhores praias do planeta, reverenciado por toda a comunidade do esporte no globo terrestre, com um talento único, ídolo de gerações, fatura milhões por ano em publicidade e premiações... E diz que se sente infeliz por não ter aquilo que todos nós mortais temos. Uma casa e uma família.

Ou seja... Eu e o resto do mundo queremos ter a vida do Kelly e o Kelly querendo ter a minha vida!

Pensei no quanto nós podemos ser insatisfeitos com o que temos e, talvez, nunca suprir essa insatisfação. Sim... por que novos desejos virão e esse cilco talvez nunca terminará.

Não sou muito de reclamar da vida. Até mesmo no post anterior relatei que me encontro na melhor fase, que me considero um cara feliz por ser quem eu sou e por estar onde estou. Já pensei mil vezes em ser o Kelly e levar a vida de um lado pro outro, conhecendo lugares , pessoas e países. Já cheguei a pensar que somente aí encontraria a felicidade.

Mas na real, com a maturidade, descobri que a felicidade está dentro de nós. Não importa onde estamos nem para onde vamos.

Uma vez o Mestre disse: A felicidade ou infelicidade são efeitos ilusórios de causas relativas à condição anterior (DeRose).

Ou seja, se antes eu estava mal e agora estou bem, então estou feliz. Se antes estava bem e agora estou mal, então estou infeliz.

A maioria de nós vive a felicidade como algo que se transforma. Se está feliz. E no fundo, no fundo, poucos de nós somos felizes de verdade.

Um amigo me disse: "A meu... mas é impossível ser feliz todo tempo!"

Será? Quem me garante! Eu não acredito!

Parece complexo, mas eu imagino, que quando se é feliz, são poucas as coisas no mundo capazes de te deixar insatisfeito, de te fazer reclamar da vida e se sentir infeliz. Imagino isso como algo bem matemático, prático e simples na sua complexidade. Felicidade acima de tudo! Utópico?

Affe Maria! Acho que viajei nesse post. Mas não vou deletar... Afinal essa é : Minha vida como ela é!

Ser ou Estar. Eis a questão.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

6 de dez!


Aqui estou na minha casinha as 3h do dia 6 de outubro, acordado e sem sono, como se quisesse viver cada minuto desse dia desde cedo. Minha gatinha e companheira deita sobre o teclado e parece sentir a felicidade que vem de mim. É meu aniversário. Parece um dia normal, mas não é. É dia de refletir sobre a vida, sobre os amigos, os amores, o trabalho, a família... Um dia pra desfrutar das palavras de carinho. Dia de agradecer à vida que tenho. Dia de ser e fazer feliz.

Hoje, aos 35 anos me sinto no melhor momento da minha vida. Tenho amigos fiéis, uma família singular, um trabalho gratificante e idealista, alunos queridos, uma casa que eu adoro, uma gata que eu amo e a sorte ter saúde e consciência para desfrutar de tudo isso.

Pronto pra mais 135...

Sempre bem! Umas vezes mais... Outras menos... Mas, nunca menos que bem!

Be happy!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

Anos de vida!


Nesses dias de avião... Olhando pela janela lembrava da quantidade de gente que passou pelos meus 35 anos de vida. Talvez pela aproximação do meu aniversário me pus a relembrar de amigos antigos e outros nem tanto assim. Gente que um dia olhou nos meus olhos e disse: "pra sempre juntos sem importar nada do que possa passar!" e gente que acabara de conhecer... segundos atrás. Ao som de Stones com a música Like a Rolling Stone, com o sol a se pôr no horizonte sem fim do céu da janela do vôo 164 de Montevidéo para Porto Alegre... Lembrei desse poema do Mestre sobre a amizade...


“Há pessoas, tantas pessoas,
que, ao longo da nossa vida, passam,
como passam as paisagens pela janela de um trem.
Nada mais são, nada mais querem ser, senão paisagem.
Bonita, às vezes; passageira sempre…

Mas há outras pessoas
que viajam conosco no mesmo comboio,
que permanecem ao nosso lado por toda a jornada,
compartilhando tudo:
as alegrias e também os momentos difíceis.

A essas oferto minha amizade,
meu coração
e minha alma.”

DeRose


Faço das palavras do Mestre minhas palavras e agradeço à vida que tenho e principalmente, aos amigos que viajam comigo nessa jornada.

How does it feel? Like Rolling Stone!

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Argentina? Te quiero!


Mi Buenos Aires queriiiiiida. Lá me voy hacer la manutencion de mi portunhol! Chega a hora de embarcar para Buenos Aires e rever meus amigos queridos, meu monitor adorado, caminhar por Palermo, fazer umas comprinhas, tomar Fredo de dulce de leche, um licuado de naranja por algum café ensolarado e comer... comer muito e comer bem! Pierino é o primeiro lugar! Um italiano maguinânimo apresentado pelo Ed. Depois, no libanês com dança ao vivo, se abafafar de esfiha e tirar um sarro do dançarino totalmente "asa de mosca". No meio disso, muitas fotos coloridas das praças limpas e arborizadas, táxi barato pra tudo quanto é lado e aquela hospitalidade que só meus amigos portenhos sabem fazer.

Minha ligação com a Argentina é muito forte, além de gostar de Maradona tanto quanto Pelé, admirar los Pumas (selecionado nacional de rugbi) e os tenistas de qualidade que são formados naquele país, tive o privilégio de ser monitorado pelo Maestro Edgardo Caramella e poder acompnhar passo a passo sua ascenção dentro da Nossa Cultura ao lado de sua mahashaktí que além de mandar ver numa escola classe A faz coreografia sem tremer nem a pálpebra. E claro, sem falar nos meus amigos, Brian, Martín, Dieguito Ouje, Navón, Pablito y otros más... que sempre me recebem com carinho e dedicação.

E tem mais... Morei junto com la chiquita María Eugenia por quase 3 anos, a argentinita mais linda do país e mais porreta também! Minha gata mimosa de rua recebeu o nome de Cleopátra e não Cleópatra como se fala em português. E a danada só responde se eu falar em espanhol com ela.

Adoro Charly García e suas canções maluquetes! Tango? Não danço, mas admiro quem o faz. Mas assisti ao show da Madonna no Monumental de Nuñes e foi incrível ver o fanatismo hermano para com a diva e cantar "don't cry for me argentinaaaaaa". Tenho a camiseta oficial da seleção argentina, simpatizo com o River Plate (los millionarios) e com a pegada futebolística dos cabeludos do país vizinho.

E pra fechar com chave de ouro, nossos amigos portenhos, manifestam seu amor e carinho pela pessoa querida com um "te quiero"! Meigo né? Querer alguém, engloba mil sentimentos e pra mim essas duas palavrinhas dizem muito.

Lembro com uma certa melancolia dos dias que já passei naquela cidade e como já faz bastante tempo que não regresso, esse sentimento parece aflorar mais forte dentro de mim.

Realmente minha segunda pátria é a Argentina e, diferentemente da maioria dos brasilianos, tenho muito orgulho disso.

Mas isso não impede de sacanear os caras de vez em quando né? Como na foto escolhida para homenageá-los!

Dale!?

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

Viajar é sempre uma aventura!


No feriadão, peguei um avião de Porto Alegre para Florianópolis que me custou R$50,00 merrecas o trecho! Uau... Voar hoje é muito barato. No entanto, meu destino não era esse, e sim a famosa praia da Guarda do Embaú! Chegando em Flop's (vamos abreviar esse nome grande e esquisito), fui de táxi do aeroporto até o terminal rodoviário (que em Floripa não tem diferença nenhuma, já que o aeroporto parece uma rodoviária e vice-versa) que me custou: R$ 35,00. Quase o valor da passagem de 500Km pelo ar! Dez minutos de carro... trinta e cinco renal! Chegando lá, me dirigi até o guichê da PauloTur, que é a única empresa que faz o trecho Flop's x Guarda. Perguntei o tempo de viagem para fazer os 44km que restavam para o meu destino final e levei um susto! Uma hora e meia? Fala sério! É quase o dobro do tempo que fiz de avião! Ok... Ok... Sem stress! Quanto custa? Déireal! Isso mesmo... R$ 10,13 para ser mais exato!

Somando tudo: 50 + 35 + 10 = R$95,00. Me achei super esperto indo de avião. Só que a passagem de buzão custava R$100,00! A diferença era que eu deveria descer na BR 101, o que, na hora, achei uma mão de obra por que quem conhece a Guarda sabe que a BR é longe da praia. Mal sabia eu que mão de obra era o que eu estava por viver...

Poderia ter ido dormindo no ônibus tranquilamente, ao invés de passar por todo esse perrengue de chegar uma hora antes do embarque, fazer check-in, embarcar, apertar o sinto, tomar suco com amendoim, levar um "tranco" de aeromoça no corredor, desembarcar, pegar táxi, esperar o bus chegar para embarcar outra vez e enfim... chegar na Guarda! Uma Romaria.

O pior foi na na volta, onde tive que ficar esperando 45 minutos dentro do ônibus PauloTur por que havia o maldito desfile de 7 de setembro na praia da Pinheira (fechando a principal, e única, avenida da cidadezinha por onde o ônibus passaria) com pobres crianças deprimidas marchando no sol da manhã de segunda (peraí.. segunda foi dia 6!) todos de roupinha branca e uma bandinha cafonérrrrrrima tocando a mesma batidinha... Um evento que parou a cidade! O motorista já descendo disse em sotaque Florianopolês: "ê... ê... vamô axixti o dixfíli!" Ipod no ouvido e olhos fechados!

Pensei que tinha acabado meu calvário, quando ao chegar no rodoporto, vi meu GOL-GOL boeing estacionando para que eu embarcasse e fizesse, enfim, meu retorno num vôo de 40 minutos até minha casinha onde minha gata me esperava miando sem parar. Eis que ao abrir a porta da aeroespaçonave, antes de chegar a escadinha (sim... em Flop's não há aqueles braços de desembarque, é tudo na excadínha) explode aquele escorregador de emergência do avião! Uauuu! Pensei: Meu Deus... é uma emergência! O avião vai explodir... primeiro vão jogar as crianças, depois as velhinhas e por fim os mais zóvens! Nada disso. AO que ocorreu foi apenas uma distração da garçonete de avião que girou a paleta para o lado errado e acionou o desembarque de emergência causando esse pequenino transtorno em nossas vidas. Isso é que dá treinar as pessoas para servir suco e não explicar como se abre a porta de um avião!

Resultado: cinco horas de espera para tentar recolocar o kit emergência e nada... Por fim, uma nova espaçonave GOL vinda de São Paulo nos leva devolta pra casa...

Saí da Guarda as 9h e cheguei em Porto às 19h.

Ó?! Suuuuuuuuper!

Mas que se importa com isso? Viajar é sempre uma aventura mesmo!

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Inspiração


Cada dia mais sou tomado pela certeza de que minha mãe é uma heroína. Sim... Com 19 anos já ter três filhos nas costas, uma casa para arrumar e um marido pra cuidar! Meu Deus... Eu que não consigo dar conta de mim sozinho. Quando vejo uma louça na minha pia tenho vontade de chorar, as vezes até choro de verdade. Me apoio na pia e grito pra dentro (pros vizinhos não pensarem mal de mim). Isso piora quando tem panela... Putz, lavar panela é foda! Aquela que gruda o arroz no fundo! E baixela então, aquela que você fez a batata assada, com azeite que torrou e grudou por todos os lados. Você tem que deixar de molho com sabão e água quente, fica aquele cheiro de batata no ar! Argh!

Eu sei, posso resolver isso com uma lava-louça, mas segundo minha mãe, nada substitui a limpeza a mão. Human touch meu filho! É, talvez ela diga isso por que na época dela não tinha outra opção.

E roupa de cama? Lavar lençol... Ahhhh... Lavar até não é problema, o problema mesmo é pendurar. Ainda mais no apartamento pequeno, com área de serviço reduzida! E a gata pulando no lençol limpo pensando que é James Bond a deslizar até o chão. E meia? Pendurar meia! Uma por uma. É trabalho de paciência que nem Daniel San suportaria.

Além disso tudo, você tem que arrumar a cama, recolher os lixos. Odeeeeeeeeeio recolher lixo! Pior que recolher é ter que levar até a lixeira do prédio! Todo arrumadinho saindo pra trabalhar, bolsa a tira colo e dois sacos de lixo, seco e orgânico nas mãos.

E a roupa? Nem preciso falar né? Quando eu era pequeno tinha um amigo rico que morava na zona sul. O quarto do cara era impecável, os armários não tinham portas e as roupas eram ordenadas por cores. Lembro até hoje. Mas também o cara tinha uma empregada só pra ele. Assim é easy viver. Você acha? Nada... o cara ainda reclamava da vida! Eu tinha uma tática que eu usava... Dormia com a roupa do avesso. Assim, (na minha cabeça) quando eu acordava já tirava a roupa pronta pra guardar! Não é incrível?

E a manutenção do cafofo? Lâmpadas pra trocar, encanamento que entope. Goteiras pro vizinho ou do vizinho (não sei o que é pior). Esses dias fui trocar a lâmpada do banheiro, subi na privada e ela saiu do lugar... Inundando o banheiro todo. Sorte que eu não tinha feito nada e só o que se esparramou foi água. Outro dia também, fui lavar umas panelas meio de mau humor e quando acabei vi uma água saindo pelo armário debaixo da pia. Usei água tão quente pra lavar que derreteu a junta do cano. Resultado: todoas as panelas e baixelas e tudo mais que havia embaixo da pia sujinho, sujinho. E essas coisas acontecem justo quando você está se preparando pra sair.

Meeeeeu! Tem dias que eu levo três horas pra sair de casa... Acho que vou contratar uma Governanta! Existe um mundo melhor né? Mas ele custa caro! Governanta, máquina de lavar louça, máquina de lavar que seca... Prédio com coleta de lixo na porta... Enfim.

Agora você imagina tudo isso com três pirralhos de cabeça branca apurrinhando seu dia. Minha mãe é uma heroína mesmo!

Mesmo assim, não troco minha casinha por nada desse mundo. Meu canto, bagunçado ou não, é meu canto! Só preciso me inspirar na Super Sandra!

Glória à Deus Santa Sandrinha do pau oco! Minha mulher maravilha.