domingo, 29 de agosto de 2010

Estrada da vida


Texto extraído do blog da Nai...

Por uma ideia do meu pai, saímos da minha casa em Caxias por uma estrada que passa por Galópolis, Nova Petrópolis, Morro Reuter e Novo Hamburgo. Um pouco mais longe, um pouco mais lenta, com muito mais curvas, menos possibilidades de ultrapassagem...mas com uma paisagem que lembra a floresta da Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com os morros da Toscana, na Itália. Muito mais linda! Nesse outro caminho, paramos para comprar pinhão cozido e abacates numa banca na beira da estrada com um senhor muito simpático que posou pra foto e ainda nos disse: depois, traz a foto pra mim, mas não esquece, tá? Cortou nosso coração ao meio, pois sem dizer nada um ao outro, sabíamos que a foto não ia chegar nele. É muito mais provável que a foto percorra o espaço pela internet, chegando a pessoas de outros países, do que retorne a ele. Esses outros caminhos que nos fazem conhecer um velhinho tão distante de nós, é a vida que levamos, é a vida moderna...

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

(des)apontar


Nada nesse mundo me corrói mais por dentro do que desapontar um amigo. Sensação horrorosa, dá aquele nó na garganta, você pensa em se enfiar num buraco e sumir por um período de 500 dias e ressurgir das cinzas querendo que tudo tenha passado ou que nada tivesse acontecido. Mas as coisas não se apagam. Nossas ações ficam marcadas no espaço e-ter-na-men-te.

E já que as coisas não se apagam, e sumir não mudará nada... Só resta reconhecer o erro e fazer melhor. Aceite que você é humano e que fazer merda é parte da característica humana. Reconheça, sorria (afinal de contas a gente tem que ser feliz), levante a cabeça, desculpe-se (se necessário for) e siga em frente! Mas...

"Não se explique! Seus amigos não merecem e seus inimigos não vão acreditar!" DeRose

Reconhecer e fazer melhor ainda é a melhor solução.

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Um dia de fúria!


Empurro a cadeira pra trás, solto um grito de Tarzan, seguro com as duas mãos e o atiro contra o piso frio, coloco toda a força para ver se ele se espatifa de uma só vez... Percebo que sua estrutura, teoricamente frágil, se mantém intacta. O desgranido suspira clemência... Em pé, postado ao lado do dito cujo, incrédulo com sua resistência, ensaio um salto duplo twist carpado ao estilo Daiene dos Santos e com os dois pés unidos enterro os calcanhares nas entranhas do patife. Ele luta bravamente, mas não resiste ao poder de destruição da minha manobra acrobática. Começa então o seu fim. Com sangue nos olhos e um sorriso diabólico pisoteio o carcará como Shiva sobre Avidya e danço a dança do maxixe corcoveando igual um jegue acalorado, saltando em coiçes desvairados até um ponto em que não reste mais nada... Nenhuma parte... Nenhum pedaço... Inspirado no golerio Bruno e seus comparsas penso em atirá-lo aos rottweilers, mas só tenho uma gata. E ela mia... e se esfrega de tão mimosa. Não seria capaz de tal proeza.
Mas também, não há necessidade... Não sobrou nada... Nada que permita o reconhecimento de que aquilo... Um dia... Foi um laptop com sistema desoperacional "Windows".

Respiro fundo, sinto um ar de leveza... Uma serenidade... Uma paz... Paz... Paz... Paz...

Bill? Eu te odeio!

Esta cena já foi mentalizada por mim centenas de milhares de vezes... Em breve, farei o vídeo do facto e o publicarei no Tube Tube!

Aguarde!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Perigo...TV aberta!


Esse mundo tá perdido! Saí de uma aula particular neste exato momento, sentado no sofá da escola, Tv ligada, o chimarrão quentinho, o solzinho do inverno que entra pela janela...

Preguiça batendo, afundando no sofá, meio frio, meio quente, meio gripe, meio nariz funcionando (o que pra mim já é mais oxigênio do que qualquer mortal) meio dormindo, meio acordado... Where I am? Who am I?

Olho pra frente e vejo... numa imagem meio embaçada... a surrealidade de uma boneca loira, com um cabelo que não se move, no último tom das luzes do salão, e uma cara tão lisa, mas tão lisa que eu pensei estar vendo a bunda falante de um bebê foca! Ao seu lado, um cãozinho com cara de gremlin vestido com uma roupinha florida que, com certeza, ele não quis pôr. Como se não bastasse essa interação da boneca com o cão feioso, eis que surge um papagaio verde de bico amarelo com uma voz estridente contando uma piada sem graça! Meu Deusssssssss! Como eu faço pra sair desse transe?

Esfrego os olhos... Bato na própria cara. Mais um mate... Ronc Ronc... Ufa! Por sorte, me livro do transe e aprendo:

Nunca sentar à frente de uma TV com canal aberto quando estiver cansado! Vale sempre a regra do yôganidrá... Permaneça lúcido e acordado!

Programas matinais podem causar danos irreversíveis!

sábado, 24 de julho de 2010

terça-feira, 20 de julho de 2010

Agendando na mente


Marquei uma consulta no oculista (e aprendi que oculista virou oftalmo) há duas semanas atrás. Dia tal, hora tal, lugar tal... Tudo anotado, na minha mente, por que resisto em usar agenda. Na verdade, não sei usar e não quero usar. Esse negócio de andar com uma agendinha debaixo do braço parece coisa de missionário. Então, enquanto a velhice não me atrapalhar vou hesitar.

Mas confesso que para certas coisas minha mente se desliga. Coisas que eu não considero importantes (o que seria na agenda do meu amigo Thomaz "prioridade C"). E com o dito oftalmologista foi assim. Era só um check-upzinho... Nada demais!

Horário de saída calculado para não atrasar, lembrei que havia esquecido a carteira do plano de saúde em casa. Sorte que moro ao lado da escola e que a clínica também é perto. Fui em casa pegar a carteira, lembrei que havia esquecido o nome do médico. Liguei para uma amiga que havia me indicado o tal médico. Dr. Fábio Dornelles disse ela. Ok. Fábio Dornelles Fábio Dornelles... Fui repetindo.

No caminho lembrei que não havia recebido um orçamento que solicitei dias antes para colocação de um piso novo na escola. Não lembrava o telefone do local. Liguei para escola, pedi para o Thomaz buscar no google e me passar o telefone. Nesse meio tempo, recebo uma ligação de outro cara que ficou de passar um orçamento de azulejos e enfim... Falei com todo mundo e acabei esquecendo o nome do médico. Mas havia feito uma associação com o nome de uma rua da cidade: Pedro Chaves Barcelos (que não tem nada a ver com Fábio Dornelles).

Como estava na porta da clínica... Entrei. Olhei ao redor, só haviam crianças e suas respectivas mamães. A recepcionista me olhou estranho... Eu sorri, e disse: "Boa tarde, tenho hora com o Dr. Pedro!" Ela franziu o cenho e disse: "O senhor tem certeza! É que hoje é apenas atendimento pediátrico. Além disso, não temos nenhum Dr. Pedro."

E eu respondi com toda certeza do mundo: "Claro! Certeza absoluta. Dr. Pedro às 15h20 do dia 19 de julho."

Ela com um sorriso amarelo (quase chamando a segurança do prédio) me responde: "Ahhh senhor... É que hoje é dia 20. Aqui está seu nome... Dia 19 de julho, 15h20 com o Dr. Fábio. Foi ontem." E nem me deu a opção de remarcação. Senti uma pitada de medo vindo do outro lado do balcão.

Algumas mamães que estavam mais perto do acontecido, acolheram seus filhos como que a protegê-los daquela besta loira ameaçadora! Todas sem exceção me olhavam amedrontadas... Torcendo para que eu saísse dali o quanto antes.

Eu sorri para todas, fiz um bilu bilu numa simpática criancinha indefesa e solicitei a remarcação da minha consulta. Saí da clínica como se nada demais tivesse acontecido.

Ao chegar na rua ri muito ao telefone contando para minha amiga o acontecido. Rimos juntos... Foi divertido!

Passei por uma livraria e quase comprei uma agenda.

Mas vou tentar primeiro uma secretária.

sábado, 17 de julho de 2010

Friooooooo


Essa vida de esquimó está de matar! Meu apartamento parace um iglu... Não dá nem vontade de ir pra casa, até o ar condicionado condicionar o ar eu já empedrei de frio.

E ir no banheiro então? Meu Deus! Se for número um até que é mais fácil (se você encontrar o dito cujo). Mas é no número dois que sentimos na pele (da bunda) a frieza de ser mulher. A dica que recebi é sentar nas mãos... Funciona, mas se demorar muito gangrena os dedos.

E o banho matinal? Eu, se não tomo, não acordo. Seis da matina, sair do berço com minha gatinha esquentando os pés e o edredon nosso de cada dia, é de matar!

Pé por pé, sem tocar o calcanhar a gente tira a roupa e entra no banho quente! Ahhhhhhhh... Ufa! E agora? Sair daqui? Vai postergando, postergando, até se atrasar e ter que sair correndo. Toalha fria, chão frio, até o quarto, bota roupa fria, e bate os lábios até esquentar.. bbbbrrrrrrr.

Sai de casa caminhando sente o ar gelado rasgando seu nariz... Pior é quando seu nariz chega sempre na frente de você (que é o meu caso). Sinto que qualquer dia desses ele cai.

Então não se assuste se eu aparecer com um nariz de Michael Jackson... Vou aproveitar o frio e dar uma recauchutada.

quarta-feira, 14 de julho de 2010

A pensar...


Já me perguntaram quantas horas eu trabalho por dia. Não sei dizer... Acho que trabalho todo dia. Talvez umas 28 horas. Minha vida se confunde com minha profissão e vice e versa. Não há como dissociar as coisas. Mesmo dormindo, tenho insights que me auxiliam na melhoria do trabalho e da minha maneira de ser.

A "jornada de trabalho" definida por lei na nossa constituição (retrógrada), fala em 8hs diárias ou não mais que 44hs semanais.

Existe até um tal de Direitos do Homem que é de 1948 (uma época em que beijar engravidava) que orienta regular o período de trabalho pois seria algo essencial para o ser humano, seja pela ordem social, econômica ou biológica. Destaca ainda o artigo XXIV que "Todo homem tem direito a repouso e lazer, inclusive a limitação razoável das horas de trabalho e a férias remuneradas periódicas".

Trabalho, e trabalho bastante! Mas, existe uma relação que está mais ligada ao trabalho de um artista que pinta o seu quadro do que a de um bancário que olha no relógio de cinco em cinco minutos para verificar quanto falta para cumprir sua "jornada".

Pergunte a um artista quantas horas ele trabalha por dia! E diga a ele que seu trabalho não é trabalho! Já ouvi muito aluno (pré-conceituoso) dizendo: "Ahhh!!! Mas ficar dando aulinha todo o dia é uma barbada!" Nem comento... Sorrio!

Ontem um aluno querido me disse estar muito triste por que terá que parar de praticar! Disse-me ele que recebeu uma proposta de trabalho (muito boa) que o impede de ter um horário para praticar. Não vejo onde entra o "muito boa" nisso... Mas...
Ele é médico... Casado com uma médica... Provavelmente a nova proposta o auxiliará na ascensão social e econômica dentro da profissão. Mas... e como fica a sua vida?

Segundo a declaração de Helsink: "É missão do médico salvaguardar a saúde do povo. O conhecimento e consciência dele ou dela são devotados ao cumprimento desta missão".

E da saúde do médico? Quem cuida?

Nunca entendi essa dicotomia entre profissão e vida real. Parece que são mundos diferentes! Na época da faculdade tinha um excelente professor, médico cardiologista dos bons. Ele tinha ótima didática, era articulado, dava gosto de ouvir. No entanto acabava a aula e o cara saía para fumar um Marlboro com alguns alunos!

Não sei dissociar quando estou trabalhando ou quando estou de férias remuneradas... Essa é minha vida, exatamente como ela é.

quinta-feira, 8 de julho de 2010

a volar...


Olha meu amigo... você.. é... sim... você, que está aí me vendo pelo monitor, sem nada pra fazer, nesse momento único da sua vida... vá por mim, ouça a voz divina, a voz de Deus, a voz dos seu "eu" interior. Ele está aí pra te dizer as coisas e você está aqui para ouvir. Não se faça de desentendido. Não finja que não sabe do que eu estou falando... Olhe pro lado, veja o mundo à sua volta mas escute a voz que está dentro de você... por mais rouca e ludibriante que ela seja. No fundo, no fundo é lá que habita a real natureza das coisas... E de lá reverbera a seguinte frase:

"...não leve a vida tão a sério..."

Beijo na bunda!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

ser (surpreendente) humano


Hoje em dia, saber ao certo o que se passa na cabeça do outro é uma tarefa árdua e, no meu ponto de vista, impossível. Quando você pensa que conhece o ser humano ele vem e te mostra que tudo pode ser diferente, que a idéia que você tinha dele realmente se confirma como sendo apenas uma idéia mas que a essência, a natureza real, é diferente.

O que leva uma pessoa a sair de casa numa manhã de terça-feira, sacar uma grana em um banco e sumir... Escafeder... Desaparecer sem dar notícia?

Olhando assim parace uma insanidade, mas o que realmente se passa na alma do indivíduo que toma uma atitude dessas você só pode saber sendo o tal indivíduo.

Ninguém tem o direito de intervir no seu caminho... Eu sei. Mas lembre-se que você nunca está sozinho. Sempre haverá alguém para compartilhar seus anseios e dúvidas.

Não tome uma atitude drástica sem fazer uma consulta ... Converse com seu amigo, pai, irmão, colega, padre da paróquia, ou seu cão de estimação... Consulte, fale, comunique-se.

É inacreditável que hoje em dia, pessoas passem tanto tempo escrevendo e-mails, olhando redes sociais, blogs, sites, etc... E não são capazes de se comunicar com profundiade. De dizer: "Amigão! Tô perdido... Por favor, me ajude!"

Parece que evoluímos nos meios de comunicação e involuímos no conteúdo dessa informação. As relações estão cada dia mais superficiais e conhecer alguém a fundo, parece ser cada vez mais difícil.

Então... para você que perde seu rico tempo lendo meu blog e se considera meu amigo, eu digo:

Quer surtar? Surte! É seu direito... Mas me avise pra eu não surtar junto.

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Amizade


Mario Quintana dizia que "amizade é um amor que nunca morre". Estive fora uns dias, em viagem com meus amigos pelo Chile. Surfei, dormi, comi, esquiei... Mas o mais incrível de toda a viagem é a camaradagem. Estar com os amigos é tudo de bom. Dormir sem ter hora para acordar, comer sem ter hora pra parar, rir do amigo sem ter medo de incomodar... Pode chover, não dar onda, nevar pouco, até a terra pode tremer... Tudo se transforma quando estamos ao lado dos amigos do peito!
Daniel DeNardi, meu querido amigo, escritor, empresário, mestre da computação e do snowboard, superhiperultra competitivo!
Rafael Kiss, ex-soldado raso, amigaço, parceria para toda hora, maior comprador de coringas da história!
Lucas DeNardi, nanico de fé, parceiro das trips de surfe e da vida no dia a dia. tuberider de plantão, poeta por excelência e xaropinho por essência!

Gracías por los días increíbles!

terça-feira, 8 de junho de 2010

Chili Wily


No próximo sábado, dia 12 de junho, vou tirar uns dias pra tratar da minha doença... surfar! Pela terceira vez o destino são as águas geladas do Chile. Ao definir o destino, fui para a internet colher informações sobre como andam as estradas e principalmente as praias por lá, haja visto que boa parte da região sul foi devastada pelo terremoto de 8.8 graus e o tsunami que destrui alguns vilarejos praianos.

Tive uma agradável surpresa ao saber que boa parte do país já está em plena recuperação e que o Chile dá exemplo a seus vizinhos sulamericanos de como um país pode se reerguer através da união do seu povo e de políticos que apostam no potencial econômico da sua terra.

Dessa vez meu brother Thomaz (que está na foto) terá que ficar cuidando da escola. Me acompanham mais uma vez nessa viagem, meus amigos e instrutores, Rafael Kiss de São Paulo e os Brother's Nardi, Lucas (meu parceiro de surftrips) e Dani (meu parceiro de snowtrips). E não é que os irmãos andam numa discussão ferrenha se devemos ou não subir as montanhas e pegar o início da temporada de neve? O fato é que a trip é para surfar, mas isso não impede de conhecer novos lugares e quem sabe, descer uma ladeira de neve em Vale Nevado ou outras estações de esqui que existem por lá.

Mas eles é que são irmãos que se entendam. Por mim... Surfar no mar ou na neve, tanto faz. Ainda mais no Chile que o frio é igual na praia ou na montanha.

Go Chile!!!!!!!

Um cão em minha vida


Um dia me disseram que eu teria que dividir minha moradia com um poodle. Na hora pensei: "É ele ou eu!" O mundo seria pequeno demais para nós dois. Na época eu morava com a Nai, fizemos uma reunião e decidimos aceitar o presente de grego. Desde o início, todos falavam que ele era um poodle diferente... Era difícil de acreditar.

Antes disso, ele havia sido de uma família, ficou uns dias na casa dos novos donos e acabou sendo devolvido! Você acredita? Como pode uma pessoa levar um bichinho desses pra casa e devolvê-lo? Por sorte ele voltou para a PetShop.

Voltou, teve cinomose (uma doença féladaputa que quase o matou) mas ele sobreviveu firme como um Highlander peludo. Da vitrine da Pet para nosso apartamento foi um pulo. Já em casa foi amor a primeira vista... Ele levou quase um ano para dar o primeiro latido, na primeira semana já sabia fazer suas necessidades na rua, mas tinha um probleminha... Comia coco! Isso mesmo... comia. O mais engraçado foi o diagnóstico da veterinária... Desvio de Conduta! Pode? Eu vivia com um poodle com "desvio de conduta".

Posso estar enganado mas acho que ele foi o pioneiro das Escolas de Yôga da Rede, trabalha no Método há mais de 6 anos, fidelizando alunos e prospects com sua simpatia. Já entrou numa aula minha de Pré-Yôga e sentou-se em frente à turma... Assim mesmo como na foto. Ouviu um sonoro óóóÓÓÓÓÓóóó contínuo dos alunos e saiu bem faceiro.

Nós brincávamos de esconde-esconde. Eu já coloquei ele dentro da geladeira, no forno do fogão (desligado é óbvio), no armário... E sempre pedia para a Nai pegar alguma coisa no local onde ele estava para ela se assustar. Era engraçado, ele ficava bem quietinho... Sabia que era brincadeira... Ou não, mas nunca reclamou.

Agora ele perdeu todos os dentes, tá o legítimo "Tigre de Bangela", mas mantém seu ímpeto de nanico nervoso e rosna quando alguém se aproxima da sua ração seca e sem gosto, como se alguém quisesse comer aquele troço! Mas por um pão-de-queijo, ele é capaz de dar a pata, girar, ficar em pé, rodopiar e rolar para ganhar nem que seja uma migalha.

Chora quando ouve a palavra "passear". E vai, com qualquer um, pelas ruas do Bom Fim. Todos o conhecem, o chamam pelo nome... Mas a dona? Não... essa ninguém conhece. Só ele.

Seu nome é José Carlos mas atende pelo codinome de Zeca.

Quer conhecer a pecinha? Ramiro Barcelos 1.800... Passa lá!

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Amor eterno!


Os anos vão passando e seguimos juntos, lado à lado. Desde um dia em que um anel mágico caiu no meu dedo e me levou até ela...




De lá pra cá, foi com ela que eu aprendi tudo o que sei.
Com ela conheci muita gente importante pra mim.
Com ela encontrei minha vocação de ser instrutor.
Com ela descobri um mundo melhor pra se viver e se estar.
Com ela eu vi o sol nascer e se pôr.
Com ela eu aprendi a gostar de um cão.
Com ela eu vi um novo ideal de vida.
Com ela eu vi pessoas que chegaram, outras que passaram... algumas que se foram.
Com ela eu virei Alberti de coração.
Com ela eu sorri e sofri dos meus amores.

Com ela... Sempre com ela.

Enquanto eu puder respirar...

É ao lado dela que eu quero estar.

Feliz aniversário Naiana da minha vida!

PS: foto do nosso primeiro verão... Uns bons anos atrás...

terça-feira, 1 de junho de 2010

www.EuOdeioEletricista.com


Não há nesse mundo raça mais triste que eletricista! Se você tem um parente eletricista... Sinto muito. Não escolhemos a família que nascemos.

Atire a primeira lâmpada quem nunca ficou esperando o diabo do especialista chegar na hora que combinou com você... Quem nunca ligou para o dito cujo depois de 2 horas de atraso e ouviu o celular dele tocar até morrer... Quem não precisou chamar o condenado para refazer uma cagada que ele mesmo fez e ouvir dele que a culpa é da construção, do arquiteto, do eletricista anterior.

Naquela maletinha preta ele deve carregar pão com mortadela. Sim... por que sempre está faltando o equipamento necessário para resolver a pendência.

Essa gente tem a mania de falar do trabalho dos outros. Sempre a fiação antiga é deficiente, a caixa de luz não é a ideal, a amperagem é insuficiente. Quando na verdade a insuficiência é de neurônio do bendito técnico!

Meu sonho é que no futuro possamos viver num mundo sem manutenção. Um lugar onde as lâmpadas não queimam, os computadores não travam, a internet não cai, o chuveiro não pifa...

Nesse mundo eu trancaria os eletricistas numa jaula escura. E os deixaria à espera de outro eletricista que nunca viria. Mas detalhe: ele estaria sempre por chegar.

Ô Raça!